domingo, 6 de maio de 2012

7 meses com Clarissa - A volta ao trabalho dói

 04/05/2012

Ai que aperto me dá no peito de pensar, dizer e afirmar que hoje já faz sete meses que você chegou. Não me canso de dizer o quanto tudo passou tão rápido. E eu queria muito poder ficar o resto dos meus dias coladinha em você, vigiando seus passinhos, te levantando nos teus tropeços, te dando carinho quando você quiser colo... Dia 10 já tenho que voltar a trabalhar, e sinceramente, por mais que eu venha me preparando para esse dia, durante todos esses meses, sinto que nunca uma mãe está preparada para deixar seu filho em casa ou numa creche, seja com quem for, para ir trabalhar. Afinal, por que mesmo nós temos que trabalhar hein? Quem inventou isso? Snifff

Vamos pular essa parte né filhota? Vamos falar de seu desenvolvimento... Você anda cada dia mais grudada em mim. Estende os bracinhos direto pra vir pro meu colo, alisa meu rosto, toca e ri com meus cabelos, e isso me deixa ainda mais derretida por você. Esses dias você aprendeu a “falar”. E agora haja ouvido ! É um tal de an an an. E se a gente não te atende logo você faz cara feia e aumenta o tom de voz: “AN AN AN”. Agora sua vida é viver no chão. Aprendeu a engatinhar, ainda não totalmente, mas já se locomove desse jeito. Você dar os passinhos com as pernas, mas ainda não aprendeu que os bracinhos também vão pra frente, então cai no chão e recomeça. Mas rapidinho chega aonde você quer. Geralmente colocamos um celular ou controle remoto para você ir pegar e num instante você chega. Hoje pela primeira vez, você conseguiu sozinha, ficar de pé no berço. Estava arrumando seu quartinho, quando ouço você puxando papo comigo. Quando olhei pro berço levei o maior susto. Você estava segurando com as duas mãosinhas na grade e em pezinha. Corri pra pegar a câmera e consegui filmar você subindo e descendo, várias vezes. Lindaaaa!
Você está numa fase que tudo você quer. Não pode nos ver com nada na mão que quer. E tudo coloca na boca. Então por várias vezes temos que te dar um Nâo, e você não gosta muito disso. Chora, se joga pra trás, faz bico, mas não cedemos. E aos poucos você vai aprender, que esse “não” é pro seu bem. O mais engraçado é quando estamos comendo. Comer na sua frente é algo quase impossível de fazer. A não ser que a gente não queira comer, e sim te dar comida. Você quer tudo que comemos, e se não te damos você faz um escândalo. É um choro que não tem ouvido que aguente! Seu pai disse que agora tem uma concorrente forte em casa, pois basta você vê-lo com alguma fruta na boca que começa a pedir, e se não é atendida, chora muito. Ele claro, sempre super paciente, faz teus gostos.
Nosso amor e encantamento por ti só aumenta a cada dia. Te achamos tão esperta, tão linda, tão fofa... E comentamos, entre nós mesmo o quanto Deus foi generoso conosco. Agradecemos por isso. As vezes seu pai fala que não quer demorar muito pra te dar um irmão ou irmãzinha. Eu digo que quero te curtir mais. E já perguntei várias vezes a ele e a mim mesma: será que conseguirei amar outro filho com a mesma intensidade com que te amo? Por que é tanto amor, tanto amor, que é difícil imaginar existir algo igual por outra pessoa. Espero que sim!