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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Relato do Parto – 04/10/2011 Um dia pra ficar na memória




Passei todo o dia 03/10 tranquila em casa. Minhas pernas nunca haviam ficado tão inchadas. Mesmo passando o dia inteiro deitada, de pernas pro ar, elas teimavam em permanecer inchadas e enormes como nunca. Estranhei meu corpo. E cheguei a acreditar que Clarissa nasceria naquele dia mesmo, como eu e seu pai desejávamos.

A noite meu marido chegou super carinhoso. Eu estava toda linda. Quis me arrumar pra ele. Conversamos bastante com Clarissa e alisamos muito a barriga. O telefone tocou e era pra ele. Já eram 20h30 quando fui ao banheiro e ouvi um ploc. Fiz xixi normalmente, mas depois disso um líquido continuou escorrendo de minhas pernas. Associei o PLOC ao nascimento de minha bebê e gritei: “amor, amor! De hoje pra amanhã Clarissa nasce.” E ele me olhou assustado. Antes que ele perguntasse algo, expliquei: “Minha bolsa estourou.” Pedi pra ele pegar absorvente pra mim, pois o líquido descia devagar, gradativamente. Enquanto fui tomar um banho, muito feliz e relaxada, ele ligava pra meu GO e colocava as malas no carro. Meu Go disse que de lá da maternidade ligariam pra ele, caso o parto fosse naquele dia mesmo. Ainda pensei e falei em ligar o PC pra divulgar tudo no blog, mas o marido meio que nervoso, não deixou. Eu parecia ter sido dopada com alguma coisinha que deixasse a pessoa extremamente feliz. Todos ligavam ansiosos, querendo saber como eu estava e se impressionavam com minha tranqüilidade e serenidade. Fomos à maternidade felizes, tranqüilos e conversando. Tentando adivinhar com quem a Pequena iria se parecer. O meu maior desejo era que seu queixinho fosse igual ao meu. Somente! As contrações iam e viam lentamente. Ainda havia tempo suficiente. Eu tinha certeza de que iria dar à luz por parto normal. Chegando na maternidade fui examinada pelo médico de plantão que confirmou o estouro da bolsa e acrescentou que eu estava com 1 dedo de dilatação.

Fui internada às 22horas e em poucos minutos chegaram 2 enfermeiras pra me levar pra sala de cirurgia. Perguntei pelo meu médico, elas disseram que já haviam ligado pra ele. Eu disse que não seria PC, que iria tentar o PN e elas me olharam com estranheza, mas saíram. Pedi novamente pra ligarem pra meu GO. Nessa altura eu já não conseguia ficar deitada. As contrações vinham mais fortes e em pouco espaço de tempo. Meu marido me abraçava, alisava minha barriga, como se quisesse que minha dor fosse dividida com ele. Fomos caminhar. Minha tia Ana chegou e se encarregou de arrumar as lembrancinhas. Expliquei pra ela as roupinhas que ela usaria e onde tudo estava. A presença dela foi fundamental pra nós!

As 23h30min meu celular toca. Era meu médico. Perguntou espantado o que tinha acontecido. Se fora alarme falso. E falei que não. Que estava aguardando-o. Ele ficou p da vida com o pessoal da Unimed que não havia ligado pra ele, e ao mesmo tempo me acalmou, dizendo que chegaria logo. De fato, demorou pouco. Foi logo me examinando, explicando que ia fazer uma reclamação por escrito dos funcionários que não ligaram pra ele... quando viu minha barriga exclamou logo: “essa menina está muito alta”. E quando fez o exame de toque, assegurou que tinha que ser cesárea. Tentei negociar, disse que agüentaria esperar, sentir mais dor. Mas ele negou, disse que eu já tinha perdido muito líquido e teria que ser cesárea. Meu marido concordou na hora! E me veio uma enorme vontade de chorar. Não foi de medo, na verdade nem sei o porquê. Antes que a primeira lágrima caísse, respirei fundo e pensei: vou conhecer minha Flor, não há porque chorar. Perguntei se podia tomar um banho. Ele disse que sim. Meu marido me ajudou. Ele foi maravilhoso a todo momento. Depois vesti aquela batinha sexy, meu maridão pegou a câmera e fomos à sala de cirurgia. Eu deitada numa maca e ele segurando em minha mão.

A anestesia foi tranqüila. Não doeu nada. Talvez porque eu estava relaxada e não tive medo. Em pouco tempo eu já não conseguia mais levantar minhas pernas. Sentia elas me tocando, queria perguntar o que estavam fazendo, mas sentia um sono que me impossibilitava de falar. Vi todos médicos na sala, mas faltava meu marido. Criei forças e consegui perguntar por ele. “Já está vindo”. Quando olhei pro lado, ele estava lá, meio nervoso, com olhar bambo. Falei: “não olhe”.

Depois disso, só me recordo dos médicos falando: “Chega pai, vai nascer”. Repetiram isso por 3vezes. Eu já estava ficando nervosa. Queria saber o porquê da demora, mas o sono não me permitia falar. Em poucos segundos ouço o choro mais forte, lindo, e longo de minha vida, seguido de um grito de uma mulher: “1h25min”. Despertei e chorei, chorei, chorei!

Colocaram-na ao meu lado. Roxinha, coberta, sujinha e ainda chorando. Olhei e vi aquela bebê linda, cabeluda e com queixinho igual ao meu. Queria arrancá-la dos braços daquela mulher, cantar músicas de ninar, enfim, fazê-la parar de chorar. Mas eu estava amarrada e só consegui beijá-la e dizer: “não chore, meu amor. Não chore! Mamãe tá aqui!”

domingo, 9 de outubro de 2011

Rapidinhas e mais dúvidas...







Sei que estou devendo relato do parto e diversas outras coisas... Mas calminha gente! Deixa eu babar mais um pouco minha cria. Quem ainda aguarda seus babys na barriguinha, posso garantir: é a melhor coisa do mundo.
Quando ela termina de mamar, me pego olhando pra ela, admirando sua perfeição e chorando. Meu marido até se preocupa, pergunta o que foi. E simplesmente respondo: alegria! alegria!
Já sofro de pensar que daqui a 7 meses terei que deixar minha Pequena aos cuidados de outra pessoa. Por mim, ela seria cuidada somente por mim e seu pai, eu não me vejo um minuto longe dela...

As cólicas continuam toda a tardinha... dei a funchicória e funcionou. Mas hoje já é terceiro dia que a minha Flor não defeca. É normal??? o que posso faezr pra mudar isso???

Xero nossos

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Help!!!



Preciso de vocês! Calma, calma! Tudo bem por aqui! Clarissa permanece quietinha, dormindo e mamando. Mas agora percebo que sua fome já aumentou bastante e ela fica agoniada as vezes sugando o peito. Como se estivesse saindo pouca coisa pra ela entendem? Fico meio perdida.



A noite, ela fica numa agonia e percebo que não é fome... Como se fosse alguma colicazinha. Coloco ela deitadinha em cima de mim e ela relaxa. Lembro-me que a Pris mãe do Noah e outras mamães falam muito bem da Funchicória, que melhora o sono do bebê e evita as cólicas. Até comprei mas por aqui ninguém sabe usar.



Alguém me ajuda??? Como posso usar a funchicória pra acalmar mais a Pequena???






Outra coisa: por que não saimos da maternidade com teste do pezinho, orelhinha, olhinho e vacinas feitos??? Gente, ficamos perdidas nisso né? Eu estou. A médica passou os testes e marquei todos pra quinta dia 13. É muito tempo depois? E a vacina? Devo dar logo ou devo primeiro ir à consulta com a pediatra dela pra receber instruções?



Fico com medo de dar a vacina e ela ter reações e eu não saber o que fazer... O que vocês fizeram?



Marquei a consulta dela com pediatra dia 13 também.






quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Chegou a Flor de nosso Jardim - Editado e com fotos













Vou ser rápida... Depois venho com relato de parto e outras coisinhas...
Podem imaginar um casal apaixonado e extremamente feliz??? Meu marido e eu! Clarissa já traz cores e cheiro pro nosso Jardim.
Às 20h do dia 03/10/2011 quando fui ao banheiro ouvi um ploc. Minha bolsa estourou. Fomos ao Hospital, senti 3h de dores de contrações, mas Clarissa não descia. Eu dilatava mas ela estava muito alta... Como havia perdido muito líquido, partimos pra cesárea.
Ela nasceu às 1h25 do dia 04/10 com 3,834kg e 50cm. Rosto gordinho, bochechas rosadas. Parece um morango... Apesar do peso, as roupinhas e fraldinhas RN deram na minha grande Pequena!
Já estamos em casa. E a serenidade dela contaminou tudo... Linda, linda, linda!
Queixo e boquinha iguais aos meus. Super cabeludinha. Só mama e muiiiito e dorme. Não chora pra nada. Quando ela dar um miadinho, deixo ela chorar pra ouvir um pouquinho.
Acreditem que minha ficha ainda não caiu. Às vezes ainda me pego alisando e conversando com minha barriga... E quando olho pro lado, ela está ali.
Meu marido e eu estamos amando tudo isso!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CLARISSA NASCEU...





CÍNTIA E CLARISSA PASSAM BEM, COMO PODEMOS VER PELAS FOTOS. À NOITE SAIRÃO DO HOSPITAL E ENTÃO TEREMOS UMA SUPERPOSTAGEM!!!





segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sobre a escolha do parto...


Antes mesmo de casar e de conhecer meu marido eu já sonhava em ser mãe... Nunca tive medo de nada. Sempre que adoecia ou tinha de passar por qualquer procedimento médico não temia. Fazia o que tinha de ser feito e pronto. Já fiz cirurgia no nariz, no olho, nas costas... Já tomei anestesia geral e a recuperação não podia ser melhor. Reagia bem a tudo, não reclamava de dores, nunca! Então pensava: "quando tiver meu bebê quero parto cesárea. Marcar a data que quero, ir pro hospital com hora marcada, unhas feitas, cabelos arrumados, maquiagem impecável. Quero nada sentir dor". Pois é, assim eu pensava.
Até que casei e quando enfim começamos a planejar um filho, eu comecei a repensar sobre o estilo de parto que eu queria pra nós. Antes mesmo de engravidar, comecei a ler livros, me informar mais sobre o mundo gestacional e até a fazer o enxoval, como muitos de vocês já sabem. E quando enfim descobri que um bebê estava sendo gerado em meu ventre, eu decidi: "Quero parto normal. Quero sentir contrações, quero sentir as dores do parto e sentir meu bebê passar e sair de mim... Se tudo der certo, quero o parto normal".
Comecei então a busca pelo médico obstetra ideal. A que estava me acompanhando tinha fama de só fazer cesárea. E mesmo dizendo que fazia PN, eu não consegui confiar de fato nela. Sua agenda era sempre lotada e eu nunca tinha ido ao consultório dela pra ela ter desmarcado consulta por causa de algum parto de emergência. Eu sentia que no fim da minha gestação ela arrumaria uma desculpa esfarrapada para marcar a cesárea e pronto. Passei por mais 3 médicos até encontrar o Dr Telmo Henrique. Na primeira consulta ele me encantou. Eu que tinha vergonha de obstetra homem, decidi: é ele!
E ele de fato é totalmente a favor do PN. Garantiu que o PC só deve ocorrer quando o PN não é possível, e que o PC só é vantagem mesmo pra o médico, que não precisa mexer na agenda por conta de algum parto fora de hora... Bem, eu entendo os dois lados da moeda. Realmente não sentir a dor do parto deve ser muito bom. Respeito quem opta pelo PC para não sentir dor, para marcar a data que o filho nascerá,porque temem o PN, ou por ser mais cômodo mesmo. Mas eu me decidi pelo PN porque quero snetir tudo isso e mais um pouco, porque quero uma recuperação mais rápida e gostaria também que as pessoas respeitassem isso.
Ao longo dessas 38 semanas tenho feito de tudo para que o PN dê certo. E tudo tem caminhado pra isso. A minha Clarissa está na posição certa, se encaixando, mexendo, não está laçada, eu já perdi o tampão, não tive nenhuma infecção ou doença que impeça esse tipo de parto... Tudo certo.
Minha DPP é dia 13/10, quando enfim completaremos 40 semanas. Mas parece que as pessoas estão mais agoniadas do que eu, meu marido e Clarissa juntos. Todos perguntam a todo momento: marcou o parto pra quando? E quando respondo que será parto normal, ouço em troca que sou corajosa, que dói muito ou um Deus me livre.
Já ouvi até de uma pessoa totalmente desinformada que Parto normal é coisa da idade da pedra. Com essa, sinceramente, não consegui ter raiva, só riiii... Quanta ignorância!
Minha avó tem me ligado todo santo dia. E pergunta se a menina deu sinal de vida. Digo que sim, que ela mexe bastante, a todo tempo. Mas o que ela quer saber mesmo é se as contrações começaram. Se o trabalho de parto começou. Quando digo que não, ela insiste que eu devo marcar logo a cesárea, que a menina pode estar sofrendo em meu ventre e que meu médico é mais descansado do que eu... Todo dia eu estava ouvindo isso, pacientemente, respeitando o medo e preocupação dela, até não aguentar mais e dizer em alto e bom tom que esperarei até dia 13 pelo PN e depois de lá verei o que faço.

Poxa, por que agora as pessoas, até mesmo as idosas como minha avó que pariu 8 filhos em casa com parteira, insistem em marcar a hora, dia e momento que o bebê deve nascer??? Se Deus fez a mulher para gerir e parir os bebês, por que eu não posso esperar a hora em que ela quer nascer? Acho que pior que a dor do parto, pior que a dor do nascimento, é a dor da perda, é a dor da morte... Mas as pessoas nem pensam nisso. Nem pensam no que falam... Insistem, mesmo sem ser consultadas, em dar suas opiniões.
Definitivamente estou pronta pro que der e vier. Li bastante. Sei que não deve ser confortável dilatar 10cm para enfim conseguir tirar de meu ventre um bebê de 3kg ou mais... Mas a natureza me fez pra isso e não irei exitar.
Ontem, ainda impressionada com tudo que ouvi nos últimos dias, fui ver uns videos na net de parto normal. Chorei em todos! Não pensando na dor que como passe de mágica se apagava do rosto da mãe no momento em que ouvia o choro de seu bebê, mas pensando naquele momento mágico, sublime. Coomo Deus é maravilhoso e sábio! Depois fui ler uns relatos de partos domiciliares. Hoje em dia isso tá virando moda né??? Aí realmente me convenci: poxa se uma mulher consegue ter seu filho em casa, com ajuda apenas do marido e da parteira, o que pode dar errado comigo, num parto normal em que estarei com meu marido, médico e equipe e todos os instrumentos necessários para qualquer complicação que por ventura possa ocorrer?

Então, definitivamente, quero Parto Normal. Continuarei serena, enquanto o resto do mundo anseia pelo nascimento da Pequena, dormindo super bem a noite inteira e esperando a bebêmaislindadomundo dar sinal de vida. Clarissa só não nascerá dessa forma, se ela não quiser. Se a natureza não me deixar. Mas se o meu médico, que tanto confio, disser pra esperar mais um pouco, que a dor vai passar, que estou dilatando conforme o esperado, que o parto normal será possível... Aguentarei o que for, porque sei que toda aquela dor será recompensada pela maior alegria do mundo: ter nossa filha, nossa Pequena Flor, nossa Clarissa em meus braços.

Em tempos:
1 Amanhã tenho consulta com o Go e ultrason.
2 Alguma de vocês ouviam um barulho de água na barriga? Quando me mexo, ouço o som de uma bolsa d'água bem alto vindo da barriga. Será que é a placenta? alguém ouviu isso? É tão engraçado!

Olha que fofinha essa roupa da minha Pequena.

sábado, 1 de outubro de 2011

Boas novas




Saudades...
Agora, acredito que não precisarei ficar ausente tanto tempo. Problema da internet em casa resolvido. Pelo menos, é o que acreditamos.
Tenho descansado bastante essa semana. Dormindo maravilhosamente bem a noite... Se não fosse as idas ao banheiro, tirava a noite direto. Sem dores nas costas. Só os pés bastante inchados.
Noite passada senti muitas contrações. A noite inteira. Maridão vinha alisar a barriga, pra ver se aliviava, mas eu pedia pra ele parar. Era uma dor insuportável que ia e depois de muito tempo voltava. Mesmo assim, dormi bem! Maridão disse que eu não existo. Que mesmo com dor, nem abro os olhos pra lamentar. kkkk Pior que é!
Durante a manhã tudo normal, sem dor, sem contrações. Mas quando fui tomar meu banho ao meio dia, percebi algo estranho. A sensação de algo descendo sabe? Pensei até em sangue, mas quando fui olhar, passei o papel e veio uma gosma enorme, parecia catarro: era o tampão mucoso. Veio limpinho, inteirinho. Isso me deu uma alegria tão grande!
Liguei pro médico pra confirmar se estava tudo bem, e ele disse que sim. Que isso é previsto. E que ela pode vir hoje mesmo ou daqui uma semana. Então continuemos na doce espera.
Sinceramente não estou ansiosa. Entrego nas mãos do Senhor. Mas adoraria que ela nascesse amanhã. A tardinha ou quem sabe na madrugada. Estaria só eu, ela e seu pai. Juntinhos. Por muitas horas...
As dores agora a noite voltaram;) Bem leves, mas voltaram.
Qualquer coisa volto pra falar pra vocês!

Amanhã atualizo minhas visitas. Saudades de todos!
Beijos e ótimo fds!